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SEMPREEMPE.PT 09 de Setembro de 2010
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Estrela Voadora | Imprimir |

Apresentação do Editor

O que se vai contar nesta história poderia ter acontecido há cerca de cem anos (entre 1890 e 1900).

Nessa época já não viviam muitos Índios na América do Norte. A maioria tinha sido morta nas lutas com os invasores brancos. Somente na fronteira noroeste entre o Canadá e os Estados Unidos da América do Norte restava ainda uma vasta região em que quase não havia brancos. Aí viviam as últimas tribos livres de Índios. Entre elas, a grande tribo dos Pés Negros. É deles que fala esta história.

Estrela Voadora é uma narrativa para crianças e jovens que, sejam quais forem as opções e filosofia de vida dos pais e educadores que a lerem ou aconselharem aos seus filhos ou educandos, encantará pela ternura, sensibilidade, delicadeza, humor e fantasia com que está concebida e escrita.

Aos que, para além disso, queiram favorecer e desenvolver nas crianças o seu já espontâneo interesse e receptividade ao mundo natural e humano, esta história oferece belas oportunidades.

As crianças índias presentes no livro são testemunhas de um modo de viver ao de leve sobre a terra, sem grandes destruições e estragos, que tem muito a ensinar à nossa actual civilização mergulhada em problemas ambientais de difícil desenlace. Não podemos aqui deixar de evocar o famoso testamento do Chefe Índio Seattle, tão conhecido e utilizado nos meios afectos à educação ambiental.

Para além disso, a aventura de Estrela Voadora e Pássaro-da-Erva oferece a possibilidade de iniciar as crianças, gradualmente e de forma natural, na compreensão das diferenças entre culturas, modos de vida e civilizações, numa possível e original iniciação à antropologia ou à etnologia, bem como ao respeito das diferenças.

Finalmente, abre perspectivas para a compreensão de certos fenómenos da história moderna como a colonização dos novos continentes, o genocídio que em parte a acompanhou e a manchou e o desejo de respeito e paz entre os povos que alguns, quer vencidos quer vencedores, retiraram como conclusão dessa tragédia.

Tudo isto é sugerido sem alarde e com um profundo pudor lírico e um humor discreto mas divertido, que certamente não deixará de apelar fortemente ao sentimento e à imaginação de crianças e jovens.



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